Corpo do locutor Asa Branca é enterrado no interior de SP
Sepultamento foi no início da tarde desta quinta-feira (6), em Turiúba (SP), cidade natal do locutor.

Sepultamento foi no início da tarde desta quinta-feira (6), em Turiúba (SP), cidade natal do locutor. Asa Branca morreu aos 57 anos, no Instituto do Câncer, em São Paulo
O corpo do locutor de rodeio Asa Branca foi enterrado na manhã desta quinta-feira (6), no Cemitério Municipal de Turiúba, no interior de São Paulo.
Turiúba é a cidade natal do locutor, que morreu na terça-feira (4) aos 57 anos, no Instituto do Câncer, em São Paulo. Asa Branca lutava contra um câncer e também era portador do vírus HIV.
O corpo de Asa Branca foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, na quarta-feira, e também na frente da Câmara dos Vereadores de Turiúba.
Familiares, amigos e moradores carregaram o caixão do locutor da Câmara dos Vereadores até o cemitério, onde o enterro foi feito. Homens também montados a cavalo prestaram as últimas homenagens ao locutor.
Asa Branca foi um ícone no mundo dos rodeios por criar um novo estilo de narração. Ele revolucionou as apresentações no final dos anos 1980 ao incrementar a locução a partir de um microfone sem fio, algo inédito para época.
O locutor aproveitou a evolução tecnológica para dar ainda mais ênfase ao famoso “segura, peão”, criado por José Antônio de Souza, o Zé do Prato, outro grande nome da locução de rodeios e que morreu em 1992.
“Ah, este é do Zé do Prato, conhecidíssimo. Eu só estiquei um pouco mais: ‘seguuuuura peãããão’”, relembrou em entrevista ao G1 Campinas e Região em 2018.
A partir disso, o rei de versos e jargões e da potente voz inconfundível começou a fazer história nos rodeios Brasil afora.
“O Brasil tem ótimos locutores e me sinto orgulhoso quando me dizem que fiz escola. Me falam, ‘olha lá, Asa, está te imitando’. Eu respondo que isso é ótimo, é sinal que sou uma referência”, afirmou.
Sucesso, excessos e fé transformaram Asa Branca em um mito. No documentário “A Última Lenda dos Rodeios”, lançado esse ano durante a Festa do Peão de Barretos, o locutor contou detalhes sobre a vida atribulada, a luta contra drogas, as relações amorosas e a batalha enfrentada para encarar de frente doenças como a Aids, e um câncer de boca.
Em maio de 2018, ele fez um rodeio em Fernandópolis, e, mesmo recém-aposentado das arenas, se mostrou feliz em ver se aproximar o início das filmagens do longa-metragem “Asa Branca – A Voz da Arena”. “O Brasil tem ótimos locutores e me sinto orgulhoso quando me dizem que fiz escola. Me falam, ‘olha lá, Asa, está te imitando’. Eu respondo que isso é ótimo, é sinal que sou uma referência”, conclui.
Asa participou diversas vezes das aberturas de rodeios com atrações e apresentações especiais como a presença do cavalo e do helicóptero.
Essa foto, é do Cléber Sanfelício, e é de uma das diversas Facips que o locutor participou.
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