20 mil pessoas já acessaram site de recrutamento de voluntários para vacina chinesa contra coronavírus
O site do governo de São Paulo – onde os profissionais da saúde devem se inscrever para participar dos testes da vacina contra a C

O site do governo de São Paulo – onde os profissionais da saúde devem se inscrever para participar dos testes da vacina contra a Covid-19 – tinha, até esta terça-feira (14), cerca de 20 mil acessos. Nove mil voluntários serão selecionados para testar a vacina chamada de Coronavac.
Na sexta (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a nova etapa do projeto realizado pelo laboratório chinês em parceria com o Instituto Butantan. Apenas profissionais de saúde que estejam na ativa poderão participar do estudo.
Outros pré-requisitos são que os voluntários não tenham se contaminado pela Covid-19 anteriormente, mulheres não estejam grávidas ou planejem engravidar nos próximos três meses, e que os voluntários morem perto de um dos 12 centros de pesquisa que conduzirão o projeto.
Inscrição
O candidato entra no site, clica na opção "profissional da saúde, inscreva-se" e, depois, em "avaliação". Será necessário responder algumas perguntas e, no fim do questionário, é encaminhado para um dos sete centros de testagem de São Paulo, como a Universidade Municipal de São Caetano do Sul. A faculdade deve receber os equipamentos do Instituto Butantan para começar a aplicar as doses. Leandro Prearo, reitor da universidade, afirma que os voluntários "vão tomar duas doses da vacina. Uma em um dia Z e, depois de 15 dias, outra dose" e serão acompanhados durante meses.
Etapas
Em nota, a Anvisa informou que as fases 1 e 2, feitas em humanos saudáveis e em animais, demonstraram bons resultados com o esquema de duas doses da vacina.
Este é o segundo teste de vacina contra a covid-19 liberado pela Anvisa no país. No dia 2 de junho, a Agência autorizou o ensaio clínico da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.
CoronaVac
A vacina da Sinovac já foi aprovada para testes clínicos na China. Ela usa uma versão do vírus inativado. Isso quer dizer que não há a presença do coronavírus Sars-Cov-2 vivo na solução, o que reduz os riscos deste tipo de imunização.
Vacinas inativadas são compostas pelo vírus morto ou por partes dele. Isso garante que ele não consiga se duplicar no sistema. É o mesmo princípio das vacinas contra a hepatite e a influenza (gripe).
Ela implanta uma espécie de memória celular responsável por ativar a imunidade de quem é vacinado. Quando entra em contato com o coronavírus ativo, o corpo já está preparado para induzir uma resposta imune.
Cientistas chineses chegaram à fase clínica de testes – ensaios em humanos – em outras três vacinas. Uma produzida por militares em colaboração com a CanSino Biologics, e mais duas desenvolvidas pela estatal China National Biotec.
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