Mais da metade dos estudantes brasileiros estão mais ansiosos, tristes e dependentes dos pais, aponta pesquisa
Os 15 meses de pandemia mudaram profundamente a rotina das famílias brasileiras, com impacto direto sobre o comportamento e a saúde ment

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Os dados também refletem as diferenças entre as redes pública e privada no país. Enquanto 36% dos alunos de escolas públicas dizem ter perdido o interesse pelos estudos, esse percentual é de 28% entre estudantes de escolas privadas. Nesse grupo, a aprovação do ensino a distância também é maior (43%) do que entre alunos de escolas públicas (37%). A maior disparidade, no entanto, está nos impactos da interrupção da merenda escolar. A alimentação de 11% dos alunos de escolas públicas piorou sem as refeições oferecidas pela escola, enquanto entre estudantes do ensino particular esse percentual é de 4%. “As diferenças de resultados entre alunos de escolas públicas e privadas é preocupante e configura mais um sinal do aprofundamento das desigualdades gerado pela pandemia em um país já tão marcado por contrastes sociais e econômicos", afirma o diretor de pesquisas do Datafolha, Alessandro Janoni.
Em maio, quando a pesquisa foi realizada, 27% dos alunos brasileiros de 6 a 18 anos tinham retomado as aulas presenciais. Entre estudantes de escolas particulares esse índice é de 55% e nas escolas públicas, de 22%. Quando questionados o que impediu o retorno à sala de aula, 65% dos entrevistados afirmaram que não voltaram porque a escola não reabriu. Outros motivos também foram apontados como o agravamento da pandemia (13%), evitar o risco de contaminação por coronavírus (7%), criança ou adolescente está com problema de saúde (6%) ou porque a escola não garante a segurança de todos (6%). Segundo o levantamento encomendado pelo C6 Bank, 91% das crianças e adolescentes de 6 a 18 anos matriculados na escola tiveram ensino remoto no último ano.






