Fortes chuvas deixam estragos em Jales nos primeiros dias do ano
O começo de 2018 repete um cenário conhecido do ano passado, quando fortes chuvas também foram registradas em Janeiro e deixaram

O começo de 2018 repete um cenário conhecido do ano passado, quando fortes chuvas também foram registradas em Janeiro e deixaram estragos em vários locais. A diferença agora está na quantidade de milímetros que caiu em poucas horas na cidade de Jales. Somente no domingo (14), foram aproximadamente 100 mm.
Somados ao acumulado de chuvas fortes em dias anteriores, Jales contabilizou vários danos gerados com a força das águas. Segundo o secretário de obras e planejamento Niltinho Suetugo, a prefeitura mobilizou uma equipe grande para poder socorrer os casos mais graves como o Distrito Industrial III, onde a erosão chegou a ameaçar as edificações das empresas que estão instaladas naquele local. Galerias de águas pluviais no Jardim São Francisco também foram danificadas, seguida de um processo erosivo muito grande na construção das 99 casas do CDHU. Outra ocorrência provocada por rompimento de galerias foi a queda de um trecho do muro do cemitério municipal que acabou não resistindo. Escombros caíram além do estacionamento lateral e foram parar no meio da Avenida Salustiano Pupim, que fica na lateral do cemitério o que dificultou a passagem de veículos.
Logo pela manhã da segunda-feira (15), a Prefeitura Municipal iniciou os trabalhos de remoção dos entulhos, providenciando um fechamento provisório, mas adequado para o local, visando à preservação dos túmulos. Um novo muro deve ser construído em breve.
Segundo o responsável pelo Cemitério da Consolação, Francisco Carlos Zanata, o muro estava em total normalidade nos dias anteriores à queda, não apresentava rachadura, nem mesmo sinais de abalo estrutural.
As chuvas provocaram ainda, alagamentos em vários pontos da cidade, inclusive nas avenidas João Amadeu e Maria Jalles, lugares em que os problemas se repetem a cada chuva forte que cai. Dezenas de árvores foram arrancadas com a força do vento em vários bairros da cidade. Apesar dos danos chamarem a atenção, ninguém ficou ferido.
A mesma chuva do fim de semana desabrigou uma família, moradora da Vila União em Jales, que por volta da meia noite foram surpreendidas pela queda da parte dos fundos da casa onde,um quarto e uma cozinha desmoronaram devido à queda de um muro de arrimo.
Maria Eduarda, que estava na sala, relatou o susto que tomou após parte da residência cair. Segundo ela, foram momentos de pânico vividos pela família. Ninguém ficou ferido.
A defesa Civil de Jales interditou o imóvel e providenciou na segunda-feira (15), uma casa provisória, já que a família não tinha para onde ir.
Produtores rurais também sofreram com o fechamento das estradas que ficaram intransitáveis. Foi necessário redobrar a atenção para quem se arriscava em atravessar alguns locais de risco. O Secretário de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Meio Ambiente, Hilário Pupim disse que, apesar do pouco maquinário à disposição, a prefeitura buscou parcerias com outros setores para tentar, em regime de urgência, viabilizar o acesso às estradas rurais. Com o trabalho emergencial nos pontos críticos ao longo da semana, as vias foram liberadas.
O maior transtorno ficou por conta da queda da ponte do Córrego da Roça, que liga os municípios de Jales e Vitória Brasil onde será necessária a remoção dos atuais tubos, para a construção de uma nova ponte com estrutura adequada para o local. A ponte continua interditada e as obras serão iniciadas em breve, tendo em vista a necessidade de passagem de inúmeros produtores rurais do bairro.
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