Amigos prestam homenagens em forma de poesia para o escritor Wandisley Garcia
Escritores da Casa do Poeta de Jales se despediram da forma mais sensível do amigo e companheiro, o professor Wandisley Garcia, que faleceu no

Escritores da Casa do Poeta de Jales se despediram da forma mais sensível do amigo e companheiro, o professor Wandisley Garcia, que faleceu no dia 03 de outubro. A paixão pelas palavras e de ver a beleza do mundo, nas pequenas coisas da vida espelhou nos versos feitos por seus amigos de escritas, passando a essência e a mensagem que Wandisley deixou durante todos esses anos de convívio. A seguir, Marilene Teubner, presidente da Casa do Poeta e outros escritores transformaram em poesia suas homenagens ao grande poeta.
Voo do poeta
Wandisley Garcia, o humilde e tranquilo escritor fez há um mês seu derradeiro voo para o infinito, talvez a poesia que o direcionou por décadas o tenha levado para encantar em outro plano os que valorizam a poesia.
Escrevia por amor a palavra.
Seus versos sempre voltados para o cotidiano surgiam em momentos inesperados, muitos deles voltados para a vida em família, natureza e amigos.
Hoje a Associação Casa do Poeta e do Escritor de Jales deixa aqui registrada sua homenagem e respeito ao artista que sempre lutou para divulgar a poesia existente em sua alma.
Sentiremos saudade de seu jeito frágil e de sua força em declamar e impor sua presença de poeta.
O poeta não morre, ele voa para o infinito.
Marilene Teubner
Presidente da Casa do Poeta
Detrimento
Fica sempre um vazio intenso e torturante
Quando a fatídica Morte, eivada de maldade,
Arrebata de nosso âmbito, num vil instante,
Alguém por quem temos simpatia e amizade!
Inda mais quando esta pessoa trazia em si
Os arroubos de uma alma amena e elevada;
A Poesia, nômade, encontrou seu abrigo, ali,
E se desenvolveu bela, pujante e irrefreada...
Sádico Destino, porque tanta iniqüidade...?
Porque calar quem dava tanto brilho à Vida?
Cabe a nós meditar sobre essa ignóbil ironia:
As poesias do amigo WANDISLEY GARCIA
São o réquiem para sua pranteada despedida!
Sandro Toledo Rocco
Santa Albertina - SP
A gente vive como pode
(Wandisley Garcia)
... E a gente vai vivendo como pode
Uma perda aqui, outra mais além...
É quando de tudo um turbilhão explode
É de tristeza tanta e o choro vem...
...E a gente vai vivendo como pode,
No poder forte que a esperança tem,
Nestes reveses que ela então sacode
Que novos planos vão mostrar também!
...E a gente vai vivendo como pode
Alegre aqui, depois lá padecendo
Mas não faz caso, nunca se incomode...
Tudo faz parte de cada trajeto
Sofremos por estar bem merecendo:
Deus para cada um tem o seu projeto.
Celso Antônio dos Santos
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