Jales, 31 de Agosto de 2026
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Amigos prestam homenagens em forma de poesia para o escritor Wandisley Garcia

Escritores da Casa do Poeta de Jales se despediram da forma mais sensível do amigo e companheiro, o professor Wandisley Garcia, que faleceu no

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Amigos prestam homenagens em forma de poesia para o escritor Wandisley Garcia
O saudoso Wandisley Garcia

Escritores da Casa do Poeta de Jales se despediram da forma mais sensível do amigo e companheiro, o professor Wandisley Garcia, que faleceu no dia 03 de outubro. A paixão pelas palavras e de ver a beleza do mundo, nas pequenas coisas da vida espelhou nos versos feitos por seus amigos de escritas, passando a essência e a mensagem que Wandisley deixou durante todos esses anos de convívio. A seguir, Marilene Teubner, presidente da Casa do Poeta e outros escritores transformaram em poesia suas homenagens ao grande poeta.

 

Voo do poeta

Wandisley Garcia, o humilde e tranquilo escritor fez há um mês seu derradeiro voo para o infinito, talvez a poesia que o direcionou por décadas o tenha levado para encantar em outro plano os que valorizam a poesia.

Escrevia por amor a palavra.

Seus versos sempre voltados para o cotidiano surgiam em momentos inesperados, muitos deles voltados para a vida em família, natureza e amigos.

Hoje a Associação Casa do Poeta e do Escritor de Jales deixa aqui registrada sua homenagem e respeito ao artista que sempre lutou para divulgar a poesia existente em sua alma.

Sentiremos saudade de seu jeito frágil e de sua força em declamar e impor sua presença de poeta.

O poeta não morre, ele voa para o infinito.

Marilene Teubner

Presidente da Casa do Poeta

 

Detrimento

Fica sempre um vazio intenso e torturante

Quando a fatídica Morte, eivada de maldade, 

Arrebata de nosso âmbito, num vil instante,

Alguém por quem temos simpatia e amizade!

Inda mais quando esta pessoa trazia em si

Os arroubos de uma alma amena e elevada;

A Poesia, nômade, encontrou seu abrigo, ali,

E se desenvolveu bela, pujante e irrefreada...

Sádico Destino, porque tanta iniqüidade...?

Porque calar quem dava tanto brilho à Vida?

Cabe a nós meditar sobre essa ignóbil ironia:

As poesias do amigo WANDISLEY GARCIA

São o réquiem para sua pranteada despedida!

Sandro Toledo Rocco

Santa Albertina - SP

 

A gente vive como pode

(Wandisley Garcia)

 

... E a gente vai vivendo como pode

Uma perda aqui, outra mais além...

É quando de tudo um turbilhão explode

É de tristeza tanta e o choro vem...

 

...E a gente vai vivendo como pode,

No poder forte que a esperança tem,

Nestes reveses que ela então sacode

Que novos planos vão mostrar também!

 

...E a gente vai vivendo como pode

Alegre aqui, depois lá padecendo

Mas não faz caso, nunca se incomode...

 

Tudo faz parte de cada trajeto

Sofremos por estar bem merecendo:

Deus para cada um tem o seu projeto.

Celso Antônio dos Santos

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