04 de Julho, 2026 10h07mArtigo Diocese

Cultivar e guardar (cf. Gn 2,15)

Diác. Vinícius Santos dos Reis Assessor da Pastoral da Ecologia Integral No livro do Gênesis, a Revelação Divina ensina que o Criador colocou o ser humano neste mundo para “cultivar e guardar” (Gn 2,15) a criação.

Diác. Vinícius Santos dos Reis

Assessor da Pastoral da Ecologia Integral

No livro do Gênesis, a Revelação Divina ensina que o Criador colocou o ser humano neste mundo para “cultivar e guardar” (Gn 2,15) a criação. Por isso, para nós que assumimos com responsabilidade a nossa vocação cristã, o cuidado com o meio ambiente vai além de um dever ético ou de um simples compromisso social; é parte de nossa identidade de batizados e batizadas assumir a responsabilidade pela preservação do ambiente em que vivemos.

No mês de junho, duas datas importantes nos ajudam a compreender a nossa vocação cristã no que diz respeito ao cuidado com a natureza, nossa Casa Comum: o Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado em 3 de junho, e o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Além disso, a Lei nº 14.393/2022 instituiu, em nosso país, a campanha “Junho Verde”, fortalecendo a conscientização e o nosso compromisso com a preservação do ambiente em que vivemos.

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O “Junho Verde” norteia ações de conscientização justamente no âmbito da Educação Ambiental. A própria lei nos mostra que essas ações não se limitam aos ambientes formais de ensino, como escolas e universidades, mas envolvem toda a sociedade em um grande processo de educação ambiental não formal. Nessa perspectiva, inserem-se muitas das iniciativas que realizamos em nossas comunidades, contribuindo para a formação da consciência ecológica.

Assim, em todos os momentos formativos de nossas pastorais, movimentos e organismos, é de suma importância que a questão ecológica seja colocada em pauta, pois não se trata de algo alheio à nossa vida de fé, mas de uma expressão concreta da nossa identidade cristã. O Papa Francisco ensinava que faz parte da missão da Igreja promover, por meio de sua ação evangelizadora, um debate honesto e transparente sobre as questões relacionadas ao meio ambiente (cf. Laudato Si', n. 188).

Neste ano em que elegemos os nossos representantes, o “Junho Verde” é uma ocasião oportuna para nos questionarmos se as pessoas em quem pretendemos depositar a nossa confiança, por meio do voto, estão comprometidas com as questões ambientais. Em uma sociedade onde o progresso é colocado acima de tudo e de todos, devemos analisar se as propostas políticas dos candidatos favorecem o bem comum de todas as pessoas.

Que o Espírito Santo de Deus, que renova a face da terra (Sl 103[104]), nos conduza a uma profunda conversão ecológica, para que, iluminados pela Palavra de Deus e pelo Magistério da Igreja, possamos trabalhar juntos pela construção de um ambiente equilibrado e saudável.

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