14 de Fevereiro, 2026 12h02mPolícia

Operação Colateral e prende dois por comércio ilegal de canetas emagrecedoras em Santa Fé do Sul

A Polícia Civil de Santa Fé do Sul deflagrou, na quarta-feira (12/02), a Operação “Colateral”, com foco na investigação de indivíduos suspeitos de comercializar ilegalmente “canetas emagrecedoras” e substâncias correlatas, muitas anunciadas como sen

A Polícia Civil de Santa Fé do Sul deflagrou, na quarta-feira (12/02), a Operação “Colateral”, com foco na investigação de indivíduos suspeitos de comercializar ilegalmente “canetas emagrecedoras” e substâncias correlatas, muitas anunciadas como sendo tirzepatida. Os produtos teriam sido introduzidos clandestinamente no Brasil a partir do Paraguai, sem controle sanitário e sem garantia de procedência.

Até o momento, duas pessoas foram presas — um homem de 22 anos e outro de 38 anos, ambos moradores de Santa Fé do Sul. Um deles já havia sido preso há duas semanas, no Mato Grosso do Sul, pelo mesmo tipo de prática criminosa.

A operação, que segue em andamento, cumpre três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A atuação em campo é coordenada pelos delegados Higor Vinícius Nogueira Jorge, Marcelo Sales França e Matheus Arnaldo Pereira da Silva, com apoio de policiais civis da CPJ de Santa Fé do Sul, além de equipes da DISE, DIG e da Delegacia Seccional de Jales.

Produtos vendidos pelas redes sociais

As investigações tiveram início há pouco mais de um mês e apontam que os suspeitos utilizavam redes sociais para divulgar e ofertar os produtos, ampliando a distribuição no mercado informal.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam grande quantidade de medicamentos e frascos, seringas, dinheiro em espécie, aparelhos celulares e documentos relacionados a registros de compra e venda. Em um dos imóveis, também foi identificado um “gato” de energia, caracterizando furto.

Segundo a Polícia Civil, os medicamentos eram trazidos clandestinamente do Paraguai, sem qualquer fiscalização ou controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Riscos à saúde pública

A operação recebeu o nome “Colateral” em alusão aos danos colaterais que podem ser causados pelo uso de medicamentos sem indicação médica ou sem procedência comprovada.

De acordo com o delegado Higor Vinícius Nogueira Jorge, o risco à saúde pública é grave. “O consumidor pode receber produto sem procedência, com substância diferente da anunciada, falsificada ou adulterada, além de deteriorada pelo transporte e armazenamento irregulares”, destacou.

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Entre os principais riscos apontados estão:

  • falsificação ou adulteração dos produtos;
  • reutilização de frascos e rótulos falsos;
  • contaminação por manuseio sem condições assépticas;
  • deterioração pelo transporte clandestino, especialmente em casos que exigem refrigeração entre 2°C e 8°C, como ocorre com medicamentos à base de tirzepatida.

A Anvisa alerta reiteradamente para os perigos da compra de medicamentos em canais informais, sobretudo quando há indícios como embalagens alteradas, rótulos em idioma estrangeiro e preços muito abaixo do mercado. Em janeiro de 2026, a agência determinou a apreensão e proibição de produtos irregulares anunciados como tirzepatida, reforçando o cenário de risco no mercado clandestino.

Enquadramento penal

Os presos poderão responder, conforme o andamento das investigações, pelos crimes de:

  • Contrabando (art. 334-A do Código Penal), cuja pena é de reclusão de 2 a 5 anos;
  • Falsificação ou adulteração de produto terapêutico ou medicinal (art. 273 do Código Penal), com pena de reclusão de 10 a 15 anos e multa — crime considerado hediondo pela Lei 8.072/1990.

Alerta à população

A Polícia Civil orienta que a população não adquira medicamentos por redes sociais, grupos de mensagens ou vendedores informais. A recomendação é que a compra seja feita apenas em estabelecimentos regulares, com prescrição e acompanhamento profissional quando exigido.

O uso de produtos clandestinos pode provocar reações adversas graves e colocar a saúde do consumidor em risco.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e a cadeia completa de fornecimento dos produtos.

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