15 de Março, 2026 10h03mArtigo

Mulher: a coragem de voltar para si

Tatiane Cristal, terapeuta sistêmica e integrante da Confraria de Mulheres de Jales O Dia Internacional da Mulher é mais do que uma data comemorativa. É um momento de consciência.

Tatiane Cristal,

terapeuta sistêmica e integrante da Confraria de Mulheres de Jales

O Dia Internacional da Mulher é mais do que uma data comemorativa. É um momento de consciência. Celebramos conquistas importantes: o direito à voz, à participação social, ao trabalho, à autonomia. Honramos mulheres que enfrentaram desigualdades e abriram caminhos para que hoje pudéssemos ocupar espaços com mais dignidade e respeito.

Mas toda conquista externa perde força se não houver um despertar interior. Ao caminhar com tantas mulheres na Confraria de Jales e na escuta terapêutica, percebo que muitas já venceram batalhas fora de casa, mas ainda travam guerras silenciosas dentro de si. Sentem-se sobrecarregadas, culpadas por não dar conta de tudo, pressionadas a corresponder às expectativas irreais. Tornaram-se fortes para sustentar o mundo — mas esqueceram de sustentar a própria alma.

A verdadeira libertação começa quando assumimos autorresponsabilidade pela nossa história. Não para carregar culpas, mas para interromper ciclos. Não para nos endurecer, mas para amadurecer.

Empoderamento não é competir ou dominar. É reconhecer a própria dignidade como filha amada de Deus. É compreender que força e ternura podem caminhar juntas. Que liderança e cuidado não são opostos. Que autocuidado não é egoísmo — é consciência.

Jesus sempre olhou para as mulheres com respeito e restauração. Ele acolheu, escutou, defendeu e devolveu identidade. Em um tempo em que eram silenciadas, Cristo as colocou no centro do encontro.

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Talvez o maior passo que ainda precisamos dar não esteja apenas nas estruturas sociais, mas no coração. É romper com a crença de que precisamos nos anular para sermos aceitas. É aprender a dizer “sim” e também aprender a dizer “não”. É cuidar da fé, do corpo, das emoções e das relações com equilíbrio.

Que neste 8 de março cada mulher possa se perguntar: estou vivendo por amor ou por medo? Estou ocupando meu lugar ou apenas sobrevivendo?

Que Maria, mulher de coragem e entrega consciente, nos inspire a viver com firmeza serena, responsabilidade madura e liberdade interior.

Quando uma mulher desperta para seu valor, ela não apenas transforma a própria vida, ela transforma gerações.

Jales, 03 de março de 2026

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