30 de Maio, 2026 09h05mQUALIDADE DE VIDA

Jales é a melhor colocada, entre as maiores cidades do noroeste paulista, em ranking nacional de qualidade de vida em 2026

Um ranking divulgado na quarta-feira (20/05) pelo Instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026.

Um ranking divulgado na quarta-feira (20/05) pelo Instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026.

O levantamento avalia os 5.570 municípios do país e mostra que as desigualdades regionais continuam profundas: 19 das 20 cidades mais bem colocadas ficam no Sul e Sudeste, enquanto 18 das 20 mais baixas colocações estão no Norte e no Nordeste.

Pelo terceiro ano seguido, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera o ranking. A cidade, que tem cerca de 4,8 mil habitantes, marcou 73,10 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Em último lugar aparece Uiramutã, em Roraima, com 42,44 pontos.

Noroeste Paulista

Levando em consideração todo o noroeste paulista, que engloba as regiões administrativas de São José do Rio Preto e Araçatuba, o destaque é para a pequena Gabriel Monteiro, que ficou na 8ª posição no ranking nacional. 

Quando consideramos apenas as maiores cidades do noroeste paulista, o destaque é para Jales, que teve a maior pontuação entre os municípios mais populosos, figurando na 65ª posição do ranking nacional, seguida de Votuporanga, que apareceu duas posições abaixo, na 67ª colocação. Santa Fé do Sul, Guararapes e Penápolis foram as piores classificadas. 

TOP 15 das maiores cidades do noroeste paulista no ranking:

  1. Jales ficou na posição 65 no ranking nacional com 69,4 pontos
  2. Votuporanga ficou na posição 67 no ranking nacional com 69,34 pontos
  3. Araçatuba ficou na posição 76 no ranking nacional com 69,21 pontos
  4. Catanduva ficou na posição 141 no ranking nacional com 68,4 pontos
  5. Olímpia ficou na posição 169 no ranking nacional com 68,07 pontos
  6. Andradina ficou na posição 184 no ranking nacional com 67,98 pontos
  7. José Bonifácio ficou na posição 237 no ranking nacional com 67,66 pontos
  8. Mirassol ficou na posição 240 no ranking nacional com 67,64 pontos
  9. São José do Rio Preto ficou na posição 270 no ranking com 67,35 pontos
  10. Fernandópolis ficou na posição 304 no ranking nacional com 67,19 pontos
  11. Novo Horizonte ficou na posição 322 no ranking nacional com 67,08 pontos
  12. Birigui ficou na posição 404 no ranking nacional com 66,69 pontos
  13. Santa Fé do Sul ficou na posição 535 no ranking nacional com 66,17 pontos
  14. Guararapes ficou na posição 554 no ranking nacional com 66,1 pontos
  15. Penápolis ficou na posição 928 no ranking nacional com 64,85 pontos

O município do noroeste paulista com a pior posição do ranking foi General Salgado, que ficou na 2.599ª colocação entre as cidades brasileiras.

Região de Jales

Na região de Jales, apenas seis municípios figuram no TOP 100 nacional. A cidade mais bem colocada foi Aspásia.

  • Aspásia ficou na posição 46 no ranking nacional com 69,67 pontos
  • Rubinéia ficou na posição 50 no ranking nacional com 69,56 pontos
  • Santa Clara d'Oeste ficou na posição 55 no ranking nacional com 69,49 pontos
  • Jales ficou na posição 65 no ranking nacional com 69,4 pontos
  • São João das Duas Pontes ficou na posição 72 no ranking com 69,25 pontos
  • São Francisco ficou na posição 100 no ranking nacional com 68,89 pontos

Como é feito o cálculo

O cálculo é feito pelo Índice de Progresso Social (IPS), que mede e classifica a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais. As informações vêm de fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas.

Diferentemente do PIB, que mede a riqueza gerada, o IPS quer saber se essa riqueza chega à vida das pessoas.

"O IPS é um índice que surge de um entendimento de que desenvolvimento econômico, por si só, não corresponde necessariamente a desenvolvimento social", afirma ao g1 Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.

"A proposta é medir o que realmente importa na vida das pessoas, diferente de métricas tradicionais, que olham principalmente o quanto foi gasto em determinada área, para olhar o que de fato as pessoas se beneficiaram com o investimento que foi feito".

Entenda o que é o IPS Brasil

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O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida.

O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative.

Necessidades Humanas Básicas

Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia temas ligados a alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos.

Fundamentos do Bem-Estar

Obteve média de 68,81 pontos e reúne indicadores relacionados a educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026, impulsionado pela ampliação do acesso a tecnologias e meios de comunicação.

Ao mesmo tempo, o índice aponta que estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, influenciados por desmatamento acumulado, focos de calor e emissões de gases de efeito estufa.

Oportunidades

Foi a dimensão com pior desempenho no país, com média de 46,82 pontos, repetindo o padrão das edições anteriores. Reúne indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior.

Os piores resultados apareceram justamente nos componentes de Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Segundo o relatório, a área de Inclusão Social vem registrando queda desde 2024, refletindo problemas como violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento de famílias em situação de rua.

O estudo também divide os municípios brasileiros em nove grupos, dos melhores aos piores desempenhos. Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 municípios apareceram na faixa mais crítica.

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