Famílias do MST ocupam área em Urânia; previsão é de reunir até 400 pessoas

Várias famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estão instaladas em uma área localizada na Avenida Presidente Kennedy, a poucos metros da região central de Urânia.
A ocupação foi identificada pela Polícia Militar e Polícia Ambiental na quinta-feira, 5 de novembro, quando eram cerca de 150 pessoas. A expectativa é de que o número aumente nos próximos dias, podendo chegar a 300 ou 400 integrantes.
Antes de se deslocarem para Urânia, as famílias estavam acampadas às margens da vicinal Francisco Shumaer, entre os municípios de Américo de Campos e Álvares Florence. O grupo precisou deixar a área após perder uma ação de reintegração de posse.
De acordo com as informações levantadas, a mudança para Urânia ocorreu após tratativas envolvendo a União, com indicação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para que as famílias permanecessem provisoriamente no endereço atual. Os coordenadores do grupo apresentaram documentos do Incra às autoridades.
Por telefone, o prefeito de Urânia, Cido Fazzio, informou que se reuniu com representantes do MST e que a documentação apresentada pelo movimento é legal. O chefe do Executivo municipal também afirmou que está realizando um levantamento junto ao Cartório de Registro de Imóveis de Jales para identificar a titularidade da área. A suspeita, segundo ele, é de que o terreno pertença à União.
A coordenadora do acampamento, denominado “Vale do Amanhecer”, informou que ainda não existe previsão para a saída das famílias. Segundo ela, o grupo permanecerá provisoriamente no espaço até que o Incra indique uma nova área para instalação.
Também foram mencionadas possíveis ações de acompanhamento e assistência às famílias, envolvendo representantes do Incra, da Vigilância Sanitária e da Assistência Social do município.
Acompanhamento policial
A Polícia Militar Ambiental, por meio da equipe do 1º Pelotão de Fernandópolis, esteve no local e prestou apoio ao policiamento territorial do 16º Batalhão de Polícia Militar do Interior (16º BPM/I).
Durante a atividade, foram realizados registros fotográficos aéreos com o uso de drone, visando documentar a área ocupada, dimensionar a presença das famílias e subsidiar o acompanhamento policial, além de permitir a avaliação de possíveis mudanças na extensão da ocupação.
A situação deverá continuar sendo acompanhada pelas autoridades e órgãos envolvidos, especialmente diante da previsão de chegada de novas famílias e da necessidade de definição de uma área definitiva pelo Incra.






