Operação Hígia: novos capítulos determinam futuro de envolvidos nas investigações da Santa Casa de Fernandópolis
O juiz Vinicius Castrequini, da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis converteu as prisões temporárias de todos os investigados

O juiz Vinicius Castrequini, da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis converteu as prisões temporárias de todos os investigados que ainda estão presos em preventiva. O pedido foi feito pelo delegado Ailton Canato, que conduz as investigações da Caixa Preta da Santa Casa de Fernandópolis.
Isso significa que o ex-deputado estadual Gilmar Gimenes (PSDB) e os dirigentes da OS de Andradina que foram detidos continuarão presos por tempo indeterminado.
Acontecimentos
Um dos presos resolveu colaborar e entregar um dossiê sobre o que sabia à Polícia nesta semana. A identidade do colaborador está sendo mantida em segredo, mas ele está entre os 12 detidos na segunda-feira, dia 17, pela Operação Hígia, ação entre a Polícia Civil de Fernandópolis com apoio de policiais de Votuporanga, Jales, Andradina e São Paulo.
Os Conselhos Administrativo e Fiscal da entidade foram dissolvidos pela Justiça, e membros seguem com restrições e estão proibidos de frequentar o hospital, a não ser que precisem de atendimento médico. Eles também não poderiam manter contato com os envolvidos no inquérito e deixar o município sem autorização judicial. Os bens dos averiguados foram apreendidos pela justiça para possível restituição à entidade.
SOBRE A OPERAÇÃO HÍGIA
A Polícia Civil de Fernandópolis deflagrou na manhã de segunda-feira, 17 de fevereiro, a Operação Hígia, que investiga possíveis irregularidades na Santa Casa de Fernandópolis. Foram 14 mandados de prisão, com 13 detidos e 20 mandados de busca e apreensão. As investigações foram conduzidas pelo delegado Ailton Canato. A Operação foi batizada como Hígia, em referencia a deusa grega da Saúde.
As investigações tiveram início em abril de 2018, após uma denuncia formal do vereador Murilo Jacob. Essa operação de hoje é um desdobramento da Operação “Assepsia” realizada em julho de 2019, quando foram realizadas buscas nas sedes da Santa Casa e empresas investigadas, todas de Fernandópolis.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou indícios de fraudes em processos licitatórios para aquisição de insumos e outros serviços, caracterizando uma organização criminosa que atuava na administração do AME e Lucy Montoro.
Informações: Gustavo Jesus - O Extra Fernandópolis/HojeMais
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