
O peso da carga tributária foi sentido de forma significativa em Jales ao longo de 2025. De acordo com dados do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e disponíveis para consulta pública na internet, os contribuintes do município desembolsaram R$ 32.481.120,39 em impostos durante o ano, valor que evidencia a participação da cidade na arrecadação estadual e nacional.
Embora Jales tenha porte médio no interior paulista, o montante arrecadado chama atenção e reforça o debate sobre o retorno desses recursos em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura urbana. Para a população, a expectativa é de que os valores pagos se traduzam em melhorias concretas na qualidade de vida.
Região
No comparativo regional, cidades vizinhas apresentaram arrecadação ainda maior. Votuporanga liderou entre os municípios da região, com R$ 120.983.181,89 pagos em impostos em 2025. Em seguida, aparecem Fernandópolis, com R$ 74.920.955,94, e Santa Fé do Sul, que somou R$ 46.461.614,46. Mesmo com valores inferiores aos principais municípios da região, Jales mantém contribuição relevante dentro do cenário regional.
Estado e país
Em escala estadual, o estado de São Paulo arrecadou R$ 1.420.776.564.588,41 em impostos no mesmo período. Já no cenário nacional, o valor pago pelos brasileiros alcançou R$ 3.985.305.326.876,67, segundo a ACSP.
A Associação Comercial de São Paulo também disponibiliza uma ferramenta que possibilita saber o que seria possível fazer com o valor arrecadado com impostos no Brasil. Segundo a ACSP, o montante arrecadado em 2025 no Brasil, se fosse aplicado na poupança, renderia cerca de R$ 771.747.739,00 por dia em juros, ou permitiria a compra de mais de um milhão de carros da marca BMW.
Ranking global de impostos
Apesar dos números expressivos, o retorno desses impostos à sociedade ainda é considerado insuficiente. O Índice de Retorno e Bem-Estar Social (IRBES) coloca o Brasil apenas na 30ª posição entre os países que mais arrecadam impostos e conseguem convertê-los em qualidade de vida. Na liderança do ranking aparecem países como Irlanda, Estados Unidos e Suíça, seguidos por Coréia do Sul, Austrália, Japão, Canadá e Israel, que completam o TOP 8 global, enquanto o Brasil segue enfrentando críticas quanto à eficiência na aplicação dos recursos públicos.




















