10 de Janeiro, 2026 12h01mArtigo

Início da Caminhada Pastoral 2026

Padre Eduardo Rodrigues Magnani, Coordenador Diocesano de Pastoral  O ano de 2026 desponta no horizonte eclesial não como uma simples mudança de calendário, mas como um desdobramento profético.

Padre Eduardo Rodrigues Magnani,

Coordenador Diocesano de Pastoral 

O ano de 2026 desponta no horizonte eclesial não como uma simples mudança de calendário, mas como um desdobramento profético. Acabamos de atravessar o Grande Jubileu de 2025, um tempo de graça onde bebemos da fonte da misericórdia e renovamos nossa fé. Agora, com as sandálias ainda empoeiradas da caminhada jubilar, somos convocados a um novo passo: a implantação do Sínodo e a realização da nossa Assembleia Diocesana.

Muitas vezes, corremos o risco de olhar para as assembleias e reuniões da Igreja como meros eventos administrativos ou burocráticos. É preciso mudar o olhar. A caminhada de 2026 é, essencialmente, um Kairós, um tempo favorável de Deus em nossa história.

A Assembleia Diocesana não é um lugar para preencher formulários ou discutir estatísticas frias; é o cenáculo onde, sob a luz do Espírito Santo, discernimos os caminhos da evangelização para os próximos anos. É o momento de transformar a "escuta" que fizemos durante o processo sinodal, durante as nossas assembleias comunitárias, paroquiais e setoriais como escuta pastoral para apontar caminhos.

A sinodalidade, que tanto o saudoso Papa Francisco nos pediu, ganha corpo na corresponsabilidade. Não existe uma Igreja de "espectadores" e outra de "atores". O clero e o laicato, cada um em sua vocação específica, são chamados a segurar as mãos e desenhar, juntos, o rosto da nossa Diocese.

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Nesta caminhada rumo à Assembleia Diocesana, o protagonismo dos leigos e leigas é fundamental. É na base, nas comunidades, nas pastorais, movimentos e organismos, que o coração da Igreja bate mais forte. Construir este planejamento pastoral de forma conjunta é o que garante que as nossas decisões não sejam apenas palavras no papel, mas vida que pulsa em cada paróquia, quase paróquia e comunidades.

Uma Igreja que se fecha em si mesma adoece. Por isso, a caminhada de 2026 nos provoca um movimento de saída. O processo sinodal nos ensinou que a escuta deve chegar àqueles que o mundo muitas vezes ignora.

Os nossos encaminhamentos para a Assembleia Diocesana devem priorizar as periferias existenciais: os afastados, os adolescentes, jovens sem esperança, as famílias feridas e todos aqueles que aguardam, talvez sem saber, por uma centelha do Evangelho. Ser uma "Igreja Sinodal" é ter a coragem de alargar a tenda e garantir que ninguém se sinta excluído da mesa do Senhor.

Iniciamos 2026 como verdadeiros Peregrinos de Esperança. Que o eco do Jubileu que celebramos nos impulsione a não ter medo do novo. A Assembleia Diocesana é o nosso porto e, ao mesmo tempo, o nosso ponto de partida.

Que cada agente de pastoral, cada presbítero, diácono, seminaristas, religiosos e religiosas, cada fiel, cada paróquia, quase paróquia e comunidade se sinta parte viva deste corpo. O Espírito sopra sobre a nossa Diocese; cabe a nós abrirmos as velas e navegar com coragem.

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